Durante audiência pública realizada na Câmara de Curitiba nesta terça-feira (26), a secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, afirmou que a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Curitiba a ser gerida por uma Organização Social deve entrar em funcionamento ainda em 2017. O novo modelo será aplicado na UPA da CIC, que é uma das maiores unidades de saúde de Curitiba, com média de 400 atendimentos por dia.

A unidade foi fechada para reforma em novembro de 2016 para receber melhorias estruturais e garantir melhores condições de fluxo de atendimento e mais segurança aos servidores e aos usuários. A reabertura estava prevista para o primeiro trimestre deste ano, mas, alegando insuficiência de recursos, a prefeitura vinha postergando a reabertura.

De acordo com Márcia Huçulak, a prefeitura vai abrir em breve um processo de qualificação de organizações sociais para atuarem na área da saúde. A partir desse cadastro é feito o chamamento público para a seleção da instituição que vai gerenciar da UPA CIC.

Huçulak defendeu o modelo de terceirização que, segundo ela, já está bem sedimentado e é aplicado em outros municípios e estados do país.

“Nossa ideia é iniciar na UPA CIC uma experiência e a partir daí vamos avaliar. Temos o compromisso da economicidade, da qualidade e da garantia da assistência ao cidadão”, afirmou a secretária durante a exposição que fez aos vereadores de Curitiba na manhã desta terça-feira (26).

Críticas

Durante a audiência, o vereador Felipe Braga Côrtes (PSD) criticou o modelo e apontou dificuldades do controle de gastos nas organizações sociais. O vereador apontou que outras cidades, como São Paulo, têm enfrentado dificuldades de controle financeiro do modelo.

A permissão para que organizações sociais atuem na área de saúde e educação foi proposta pela prefeitura em meados de agosto. Depois de tramitar em regime de urgência na Câmara Municipal, foi aprovada em dez dias.

Durante a discussão do projeto, o líder do prefeito, Pier Petruzziello (PTB), afirmou que a UPA da CIC funcionará como uma espécie de piloto do novo modelo. Se os resultados forem satisfatórios, ele deve ser ampliado para outras unidades da rede municipal de saúde.

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